1º Ofício do Registro Civil das Pessoas Naturais do Rio de Janeiro obteve o 1º lugar no ranking GPTW – Melhores Cartórios para se Trabalhar no Brasil.
A modernização da atividade notarial e registral no Brasil passa, cada vez mais, por um elemento comum: a profissionalização da gestão. Processos estruturados, valorização das pessoas, cultura organizacional sólida e atuação coletiva têm redefinido o papel dos cartórios e ampliado sua contribuição para a cidadania. Nesse cenário, a Anoreg/RJ tem desempenhado papel estratégico ao incentivar boas práticas, o diálogo entre as serventias e uma visão de futuro baseada em cooperação e excelência.
Hoje, cada vez mais, os cartórios se consolidam como pilares da segurança extrajudicial do cidadão e, ao mesmo tempo, como ambientes profissionais modernos, estruturados e humanos, mas, afinal, o que faz um cartório se destacar como um bom lugar para se trabalhar?

Para responder a essa pergunta, conversamos com Júlio Cesar Macedônio Buys II,titular do 1º Ofício do Registro Civil das Pessoas Naturais do Rio de Janeiro, uma serventia que se tornou referência nacional ao conquistar, simultaneamente, o Selo Rubi Master e a categoria Diamante do Prêmio de Qualidade Total ANOREG (PQTA), além do 1º lugar no ranking GPTW – Melhores Cartórios para se Trabalhar no Brasil.
Segundo Buys, os reconhecimentos não são fruto de iniciativas pontuais, mas de uma trajetória construída com método e visão de longo prazo. Um dos marcos decisivos foi a adoção de um modelo de gestão profissional, com processos estruturados, metas claras, indicadores de desempenho e acompanhamento sistemático dos resultados, sempre preservando a essência da atividade registral: a segurança jurídica. “A excelência não acontece por acaso. Ela exige organização, decisões estratégicas e constância”, afirma. Confira a entrevista!
Anoreg/RJ – O senhor alcançou, simultaneamente, o selo Rubi Master, a categoria Diamante do PQTA e o 1º lugar no ranking GPTW. Quais marcos da sua trajetória profissional considera determinantes para chegar a esse nível de reconhecimento?
Júlio Cesar Macedônio Buys II – Esses reconhecimentos decorrem de uma trajetória construída de forma consistente, pautada por decisões estratégicas. Um marco determinante foi a adoção de um modelo de gestão profissional, com processos estruturados, metas, indicadores e acompanhamento sistemático dos resultados, sempre preservando a segurança jurídica própria da atividade registral.
Nesse percurso, houve investimento na organização interna, no desenvolvimento das pessoas e na consolidação de uma cultura organizacional orientada à excelência, à melhoria contínua, à integridade e ao atendimento humanizado. A valorização da equipe, aliada a uma gestão eficiente, foi essencial para a sustentabilidade dos resultados alcançados.
Mais recentemente, outro marco relevante foi a incorporação estratégica de tecnologia e Inteligência Artificial, inclusive com o desenvolvimento de assistentes de IA, o que ampliou a eficiência e a qualidade dos serviços, permitindo soluções mais ágeis e seguras.

Anoreg/RJ – O selo Rubi Master é concedido às serventias que mantêm o selo Diamante por três anos consecutivos. O que, na prática, significa sustentar esse padrão de excelência ao longo do tempo?
Júlio Cesar Macedônio Buys II – Sustentar esse padrão significa constância de gestão. Não se trata de alcançar bons resultados em um ciclo específico, mas de manter processos estáveis, controles ativos e uma rotina permanente de avaliação e aprimoramento, independentemente dos desafios inerentes à atividade.
Na prática, o Rubi Master representa o momento em que a qualidade deixa de ser uma meta isolada e passa a integrar a cultura organizacional. Isso exige governança, definição clara de responsabilidades, padronização de rotinas, gestão de riscos e acompanhamento contínuo dos processos. Esse modelo assegura crescimento sustentável, sem comprometer a segurança jurídica ou a consistência técnica.
Anoreg/RJ – Na sua avaliação, quais diferenciais de gestão e atendimento têm sido decisivos para o reconhecimento de boas práticas no extrajudicial?
Júlio Cesar Macedônio Buys II – Planejamento, processos bem definidos, indicadores e decisões orientadas por dados garantem previsibilidade, padronização e segurança jurídica.
No atendimento, a prioridade deve ser oferecer soluções claras, eficientes e humanas. A simplificação de fluxos, a capacitação contínua das equipes e o uso estratégico da tecnologia reduzem prazos, evitam retrabalhos e ampliam a resolutividade dos serviços. Essa integração entre governança, processos e atendimento é determinante para a consolidação de boas práticas.
Anoreg/RJ – A cultura organizacional também tem ganhado destaque, inclusive em premiações como o GPTW. Como o senhor trabalha o engajamento das equipes no dia a dia?
Júlio Cesar Macedônio Buys II – A cultura organizacional precisa ser viva e construída no cotidiano, por meio de uma gestão coerente, transparente e alinhada a valores institucionais como excelência, melhoria contínua, bom atendimento, segurança jurídica e integridade.
O engajamento surge em ambientes que oferecem clareza de papéis, respeito, segurança e oportunidades reais de desenvolvimento. A gestão de pessoas deve estar integrada à estratégia, com incentivo à capacitação, acompanhamento individual e uma cultura de feedback estruturado.
Costumamos dizer que o atendimento bom e humanizado ao cidadão começa, necessariamente, pelo atendimento bom e humanizado aos colaboradores. Esse conjunto de ações fortalece o senso de pertencimento e forma equipes comprometidas e tecnicamente preparadas.

Anoreg/RJ – De que forma o ambiente interno impacta diretamente a qualidade do serviço prestado à população?
Júlio Cesar Macedônio Buys II – O impacto é direto. Processos bem definidos, comunicação eficiente e suporte adequado às equipes reduzem falhas, retrabalho e atrasos, resultando em atendimentos mais ágeis, com informações claras, seguras e previsíveis.
Além disso, um ambiente organizado e bem gerido favorece o comprometimento e a postura profissional dos colaboradores, refletindo-se na forma de atender, orientar e acolher o usuário. A qualidade percebida pelo cidadão é, em grande medida, reflexo da maturidade da gestão interna e da cultura institucional.
Anoreg/RJ – Como experiências de gestão e qualidade podem ser compartilhadas entre os cartórios do estado?
Júlio Cesar Macedônio Buys II – O fortalecimento do serviço extrajudicial se constrói a partir do diálogo, da troca de experiências e do apoio mútuo. Cada cartório tem sua realidade, mas a atuação conjunta permite compartilhar soluções, evitar erros já conhecidos e avançar de forma mais consistente.
Sempre que somos procurados, mantemos uma postura aberta e colaborativa, compartilhando práticas de gestão, modelos adotados, fornecedores e soluções. Também valorizamos canais permanentes de diálogo, como grupos de troca de informações e encontros da classe, incentivando o contato direto entre as equipes.
Anoreg/RJ – Que mensagem o senhor deixaria para os notários e registradores fluminenses sobre a importância da atuação coletiva, por meio da Anoreg/RJ?
Júlio Cesar Macedônio Buys II – O futuro da atividade extrajudicial está diretamente ligado ao fortalecimento institucional e à atuação coletiva. A Anoreg/RJ exerce papel estratégico ao promover união, diálogo e representatividade, criando condições para o alinhamento de entendimentos e a construção conjunta de soluções.
A atuação integrada amplia a capacidade de adaptação às mudanças normativas, tecnológicas e sociais, fortalece a imagem institucional dos cartórios e preserva a autonomia das serventias, sem perder a força do conjunto. Evoluir coletivamente, com integridade, segurança jurídica e compromisso com a excelência, é fundamental para sustentar o presente e preparar o futuro da atividade extrajudicial.