Representatividade feminina no meio extrajudicial fluminense e programa “Cartórios com o Esporte”: Rio de Janeiro é destaque no VII Concart e no XXIV Congresso da Anoreg/BR

Em presença no evento da entidade nacional, presidente da Anoreg/RJ, Stênio Cavalcanti, apresentou o programa “Cartórios com o Esporte”

A Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR) e a Confederação Nacional de Notários e Registradores (CNR) promoveram uma cerimônia repleta de homenagens na noite da última quarta-feira (27/11), marcando a abertura do XXIV Congresso Brasileiro de Direito Notarial e Registral (Congresso da Anoreg/BR) e a VII Conferência Nacional dos Cartórios (Concart).

Cerca de 300 pessoas, entre notários, registradores, representantes das entidades de classe, além de autoridades representativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário se reuniram no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília/DF.

O presidente da Anoreg/RJ, Stênio Cavalcanti Filho, a vice-presidente Fernanda Sitônio e a diretora de Relações Públicas da associação fluminense, Monica Bivar, participaram da cerimônia de abertura, representando o estado do Rio de Janeiro. Stênio também foi homenageado em virtude das celebrações dos 40 anos da Anoreg/BR.

Na ocasião, Stênio apresentou o programa “Cartórios com o Esporte” no intuito de nacionalizar a iniciativa e incentivar que os colegas possam aderir ao projeto que visa destinar o valor disponível do Imposto de Renda para projetos esportivos brasileiros. Durante o congresso também se fez presente a representatividade feminina no meio extrajudicial, com a entrega dos prêmios destinados a tabeliãs e registradoras vencedoras do selo “Cartório Mulher”. Sônia Andrade, vice-presidente do Instituto de Registro de Títulos e Documentos (IRTDPJ/BR) e Maria Emília Ururahy, diretora da Enoreg – Escola de Notários e Registradores do Estado do Rio de Janeiro, foram agraciadas e homenageadas por suas ações.

O programa Cartórios com o Esporte é uma iniciativa que foi desenvolvida pela Anoreg/RJ – Associação de Notários e Registradores do Estado do Rio de Janeiro, e reunirá pela primeira vez no país, todo o segmento de Cartórios em uma única ação, que propiciará que os titulares dos Cartórios fluminenses doem até 7% do Imposto de Renda para projetos olímpicos e paralímpicos do Brasil, previamente aprovados pelo Ministério da Cidadania, em acordo com o previsto na Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/06), alterada pela Lei 14.439, de 2022.

“Esta é uma iniciativa inédita em todo o país. É uma forma de nos aproximarmos de valores sociais importantes relacionados ao esporte, tais como dedicação, comprometimento, senso de justiça, valores esses que se fundem com os que buscamos defender em nossa atividade. Entendemos que a atividade extrajudicial fluminense pode contribuir e muito para promover estes valores por meio de projetos esportivos incentivados. É uma operação segura e que traz benefícios tanto para os cartórios como para a sociedade”, afirma Stênio Cavalcanti Filho, presidente da Anoreg/RJ.

Ao fomentar um projeto pela Lei de Incentivo, proponentes e patrocinadores se unem a um movimento de transformação que ajuda a construir uma sociedade mais saudável, inclusiva e conectada pelo esporte. Os recursos são um incentivo a inclusão social por meio do esporte, preferencialmente em comunidades de vulnerabilidade social. Interessados podem acessar aqui e ter todas as informações na cartilha produzida pela entidade fluminense.

Representatividade feminina

No segundo dia da VII Concart e do XXIV Congresso da Anoreg/BR, em Brasília-DF, a atuação das mulheres na atividade Notarial e Registral foi destaque com o painel “Mulheres em Pauta”. Após o painel, ocorreu a cerimônia de reconhecimento do “Selo Cartório Mulher”, honraria concedida pela CNR às serventias que possuem políticas de equidade no ambiente profissional, e a entrega da Medalha Ellas, que reconheceu líderes femininas do setor extrajudicial por seu trabalho e dedicação.

No Rio de Janeiro, duas titulares foram homenageadas com a medalha: Sônia Maria, vice-presidente do IRTDPJ/BR e registradora de títulos e documentos e pessoas jurídicas, que recebeu presencialmente a homenagem, e Maria Emília Ururahy, diretora da Enoreg.

O painel “Mulheres em Pauta” contou participação de Sônia e demais especialistas no tema, como Renata Gil, conselheira do CNJ e mestre em Direito; Moema Belluzzo, mestre em direito, diretora da CNR, presidente da Anoreg/PA, diretora da Anoreg/BR e tabeliã e registradora no Pará/PA; Ana Cristina Maia, presidente do Cori/MG e registradora de imóveis em Mariana/MG e Patrícia Ferraz, diretora de registro de imóveis e diretora de meio ambiente da Anoreg/BR.

Em uma pequena entrevista para a Anoreg/RJ, Sônia falou sobre como recebeu o prêmio e sobre o trabalho que vem realizando para que mais mulheres estejam a frente do meio extrajudicial em cargos de liderança.

“Acho que o que contribuiu muito para que o 6º ofício ganhasse esse prêmio foi o fato de que há muitos anos eu me dedico à questão da responsabilidade social, me empenho em conhecer o significado da palavra empatia e de entender que a mulher ela tem sempre um olhar diferenciado, em qualquer segmento que ela esteja. Por uma coincidência, eu contratei mais mulheres do que homens para trabalharem no 6º ofício e ao longo dessa trajetória eu pude observar de forma gritante a questão do comprometimento e o olhar diferenciado com a participação a mulher. Então, eu formei uma equipe que, juntamente comigo, me fez chegar a esse prêmio. Então, isso é um prêmio coletivo criado e trabalhado por mulheres”, comenta.

A registradora é segunda vice-presidente do Vasco e presidente do Instituto Novo Brasil, que oferece diversos trabalhos sociais que visam transformar o país em um lugar melhor. Recentemente, Sônia foi homenageada e agraciada com as medalhas Chiquinha Gonzaga e Chacrinha pelos projetos e trabalhos que vem realizando ao longo de sua trajetória.

“Eu venho há muitos anos me dedicando a essa causa, principalmente quando eu passei pelo futebol. Inicialmente eu achava que a questão de cotas para as mulheres era uma coisa boba, que isso deveria ser uma coisa natural, mas ao enfrentar o machismo do futebol eu vi que há necessidade sim de lei para que a gente possa mudar essa realidade”, explica.

Para Sônia, a questão da representatividade feminina e da equidade é uma luta que tem que ser diária e não pode ser só de mulheres. “Precisamos chamar homens com olhar diferenciado para trabalharem exatamente no combate a essa desigualdade. Eu acho que o extrajudicial tem um pouco de discriminação, algumas mulheres são discriminadas quando estão em cargos de gestão, então, a gente só vai conseguir mudar essa realidade quando a gente colocar mais mulheres na gestão dos segmentos extrajudiciais e quando a gente conseguir mais homens lutando por essa causa juntamente com a gente”, comenta a titular.

Ela também falou sobre as iniciativas que a fizeram conquistar espaço para abordar o tema no meio de titulares e delegatários.

“A primeira iniciativa om o veio a partir de conversas com o presidente da Anoreg, do Instituto de Títulos e Documentos, em colocar diretorias específicas para mulheres, colocar mais mulheres em cargo de gestão, colocar mulheres em serventias que pudessem acolher mulheres que sofrem violência, utilizando a campanha do Sinal Vermelho. Eu acho que isso tem que ser uma constante e, logicamente, a gente tendo na presidência, na vice-presidência de órgãos do segmento, o olhar com certeza vai ser diferenciado e essas ações, elas vão correr de uma forma muito mais ampla e comprometida”, conclui Sônia.

Fonte: Assessoria de comunicação – Anoreg/RJ

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